No domingo passado, 18 de outubro, tive a oportunidade de assistir à peça Macbeth , de William Shakespeare, encenada por Pedro Penim, no Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio. A experiência começou antes de sequer entrar. Cá fora, decorria uma manifestação relativa à crise de habitação, entre tendas e cartazes. No entanto, bastaram alguns segundos depois de entrar no teatro para sentir que estava num noutro ambiente, completamente diferente daquele que se vivia no exterior. Vou ser sincera: nunca tinha lido este clássico e, por isso, fui assistir à peça sem saber muito bem o que esperar. Pelo que me disseram, a representação foi fiel ao texto original e os atores tinham bastante qualidade (alguns até bastante famosos pela sua atuação). Concordo que foi uma boa peça, mas, ao sair do espetáculo, reparei numa coisa curiosa: toda a gente comentava o quão bom tinha sido, mas ninguém falava sobre o assunto que, para mim, era impossível ignorar, o "elefante na sala": a duração. D...